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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia do uso tópico de azitromicina 1,5% no tratamento de blefarite crônica moderada a grave, comparando a eficácia de duas diferentes modalidades de tratamento. MÉTODOS: Um ensaio clínico randomizado incluiu 67 pacientes com blefarite anterior e/ou posterior crônica, acompanhados por três meses. Os sinais e sintomas foram classificados de acordo com a gravidade. Os pacientes foram randomizados em dois grupos: 33 pacientes no grupo I e 34 pacientes no grupo II. Os pacientes do grupo I foram tratados com azitromicina tópica 1,5% duas vezes ao dia durante três dias, e os pacientes do grupo II foram tratados com azitromicina tópica 1,5% duas vezes ao dia durante três dias e, em seguida, ao deitar, durante o resto do mês. Todos os pacientes foram instruídos a aplicarem compressas quentes e higiene palpebral duas vezes ao dia. RESULTADOS: Os pacientes em ambos os grupos toleraram o tratamento com irritação mínima. Melhora significativa dos sinais e sintomas foi observada na visita de uma semana de acompanhamento. Grupo II mostrou uma melhora mais acentuada e mais duradoura que persistiu após três meses de acompanhamento. CONCLUSÕES: A solução de azitromicina oftálmica tópica 1,5% é uma opção eficaz de tratamento para a blefarite crônica. Em blefarite moderada a grave, o tratamento de um mês é seguro e demonstrou melhora acentuada em relação ao protocolo de três dias, sem recidiva significante até três meses de acompanhamento.
Keywords: Azitromicina; Blefarite; Doença crônica; Soluções oftálmicas; Glândulas tarsais
Abstract
Objetivo: Avaliar a confiabilidade e reprodutibilidade da correção da medida de ciclotorção estática (SCC), realizada com o excimer laser Schwind Amaris em pacientes submetidos a LASIK ou PRK, e comparar os resultados do tratamento de astigmatismo com e sem SCC. Método: Oitenta olhos (40 pacientes). Todos os olhos foram submetidos a 2 ou 3 séries de 5 medições: antes e após a colocação do espéculo, e depois do levantamento do flap (nos casos de LASIK). Foram avaliadas a reprodutibilidade, a precisão e a porcentagem de medições "não obtidas". O astigmatismo foi avaliado no pré-operatório e aos 3 meses de pós-operatório, por meio de análise vetorial. Resultados: A idade foi 23,67 ± 4,19 anos. O equivalente esférico e o astigmatismo pré-operatórios foram -2,56 ± 2,86 D, e 1,36 ± 0,98 D, respectivamente. O tempo de medição médio foi 15,1 segundos por medição; as porcentagens de medidas "não obtidas" foram: 63,8%, 14,9% e 26,9%; pré, pós-espéculo, e pós-levantamento do flap, respectivamente. Ciclotorção ≥±2º foi observada em 41,25% e 66 % dos casos pré e pós-levantamento do flap. Ciclotorção significativa (≥±5º) foi observada em 12,50% e 18% pré e pós-levantamento do flap. A média do astigmatismo diminuiu de 1,53D @ 1º para 0,34D @ 3º quando SCC foi usado e de 1,86D @ 1º a 0,23D @7º quando SCC não foi usado. O astigmatismo residual pós-operatório não foi estatisticamente diferente entre os grupos (p>0,05). O astigmatismo pós-operatório ≥1D foi observado em 10% e 20 % dos olhos com e sem SCC, respectivamente (p<0,01). Conclusão: A medição do SCC é fácil e útil, apesar de nem sempre ser possível nem viável. O astigmatismo pós-operatório apresentou menor variabilidade quando a SCC foi usada.
Keywords: Astigmatismo/fisiopatologia; Astigmatismo/cirurgia; Anormalidade torcional; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Postura; Ceratectomia fotorrefrativa/métodos; Acuidade visual
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