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Abstract
OBJETIVO: Avaliar sensibilidade e especificidade de questionário escrito de varredura para alergia ocular por análises multivariáveis. Comparação entre os modelos de análise multivariável; elaboração de rede neural artificial para varreduras futuras. MÉTODOS: Estudo observacional, transversal realizado na UNIFESP, com 48 pacientes portadores de conjuntivite alérgica e 54 crianças sadias. A idade variou entre 3 e 14 anos, sem restrição quanto ao sexo, doença alérgica sistêmica ou tratamento. Aplicou-se questionário desenvolvido e procedeu-se a uma análise estatística multivariável. Por fim, elaborou-se uma rede neural artificial. RESULTADOS: A média de idade dos participantes foi 8,4 anos (4 a 13 anos), com predomínio do sexo masculino (60,8%). A pontuação média do questionário foi 10 (0 a 18). A média do escore do grupo controle foi inferior ao grupo estudo (p<0,001). O diagnóstico de alergia foi melhorado em 68,8% com a inclusão da questão 5. Não houve concordância entre os diagnósticos clínico e o efetuado pelo questionário (kappa = 0,337, p=0,071). Somente a questão 5 apresentou boas sensibilidade (85,4%) e especificidade (85,1%). O ponto de corte capaz de separar doentes de não-doentes foi 10 (sensibilidade= 77,0%, especificidade= 79,6%, acurácia de 85,7%). A rede neural foi capaz de predizer os pacientes alérgicos em 100% dos casos, com 7 das 15 questões. CONCLUSÕES: Conseguiu-se chegar a um modelo confiável, utilizando apenas sete itens, tornando fácil a aplicação do QE em larga escala.
Keywords: Conjuntivite alérgica; Redes neurais (computação); Questionários
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o papel da sensibilização cutânea a diferentes aeroalérgenos em pacientes com ceratoconjuntivite vernal e a correlação entre esta e os aspectos clínicos da doença. MÉTODOS: Vinte pacientes do setor de doenças externas e córnea foram aleatoriamente convidados para participar deste estudo. Os pacientes foram avaliados e a eles foi atribuído um escore clínico variando de 0 a 20 de acordo com sinais e sintomas presentes no exame oftalmológico. Todos os pacientes foram submetidos a testes cutâneos de hipersensibilidade imediata contra aeroalérgenos padronizados como os ácaros domiciliares D. pteronyssinus, D. farinae e Blomia tropicalis, assim como também a alérgenos de epitélio de gato, epitélio de cão, mistura de fungos e mistura de penas. RESULTADOS: Setenta e cinco por cento dos pacientes tiveram teste de hipersensibilidade imediata positivo contra pelo menos um dos antígenos testados. Os ácaros domiciliares foram responsáveis pela maioria destes casos (75%). Houve uma pobre correlação entre o escore clínico e a hipersensibilidade cutânea aos alérgenos (r= -0,119 para fungos; r= -0,174 para epitélio de cão; r= -0,243 para ácaros domiciliares; r= -0,090 para mistura de penas). Houve correlação significativa apenas contra epitélio de gatos (r= -0,510; p=0,024). CONCLUSÃO: O estudo demonstrou uma pobre correlação entre os testes cutâneos de hipersensibilidade imediata e os achados clínicos nos pacientes com ceratoconjuntivite vernal. Os testes cutâneos de hipersensibilidade imediata contra aeroalérgenos não foi parâmetro eficaz na identificação dos casos de maior gravidade e cronicidade de ceratoconjuntivite vernal.
Keywords: Hipersensibilidade; Conjuntivite alérgica; Conjuntiva; Testes cutâneos
Abstract
Objetivo: Fornecer orientações sobre a frequência e os componentes dos exames oftalmológicos para crianças saudáveis de 0 a 5 anos.
Métodos: Essas diretrizes foram desenvolvidas com base em revisão bibliográfica e experiência clínica de um comitê de especialistas. Foram realizadas buscas PubMed/Medline; documentos selecionados não se restringiram a revisões sistemáticas, ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais. Quando adequado, o perfil GRADE foi aplicado para graduá-los e o consenso de especialistas foi usado nos tópicos sem evidência científica. Também foram revisadas as recomendações pela Academia Americana de Pediatria, Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, Academia Americana de Oftalmologia, Royal College of Ophthalmologist e Sociedade Canadense de Oftalmologia. O documento final foi aprovado pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e Sociedade Brasileira de Pediatria.
Resultados: Os recém-nascidos devem ser submetidos ao teste do reflexo vermelho e inspeção dos olhos e anexos pelo pediatra dentro de 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. O teste do reflexo vermelho deve ser repetido pelo pediatra durante as consultas de puericultura pelo menos três vezes ao ano durante os primeiros 3 anos de vida. Se factível, um exame oftalmológico completo pode ser feito entre 6 a 12 meses de vida. Até os 36 meses de idade, os marcos visuais, função visual apropriada para a idade, fixação e alinhamento ocular também devem ser avaliados pelo pediatra ou médico da família. Pelo menos um exame oftalmológico completo deve ser realizados entre 3 e 5 anos de idade. O exame deve conter pelo menos inspeção dos olhos e anexos, avaliação da função visual apropriada para a idade, avaliação da motilidade e alinhamento ocular (testes de cobertura), refração sob cicloplegia e avaliação do fundo de olho dilatado.
Conclusões: As diretrizes sobre a frequência da avaliação oftalmológica são ferramentas importantes para orientar os médicos sobre a melhor prática a fim de evitar problemas visuais tratáveis na infância, que poderiam comprometer seu desenvolvimento social, escolar e global, além de causar perda permanente da visão.
Keywords: Técnicas de diagnóstico oftalmológico, Triagem visual; Testes visuais; Criança, Lactente
Abstract
PURPOSE: The prevalence of ocular allergy varies according to the population and location of the study. Severe forms of ocular allergy are associated with compromised quality of life. In this study, we aimed to evaluate the application of the Brazilian-Portuguese version of the Quality of Life in Children with Keratoconjunctivitis questionnaire to children and adolescents with different subtypes of allergic conjunctivitis.
METHOD: A total of 48 patients (aged 5-12 years) with allergic conjunctivitis were included in this study. They were enrolled and monitored at a specialized center. After the clinical appointment, the children responded to the questionnaire on two occasions at an interval of 30 days. Individual scores (ranging from 0 to 3) of the 16 items were added.
RESULTS: The Brazilian-Portuguese version of the Quality of Life in Children with Keratoconjunctivitis questionnaire demonstrated good translation, adaptation, and intellectual properties, with substantial internal consistency (Cronbach's α coefficient = 0.702). There was no significant difference between the responses of the two interviews, revealing good reproducibility. The moderate/severe forms of allergic conjunctivitis had significantly higher quality of life scores (indicating a poorer quality of life) than the mild forms.
CONCLUSIONS: The Brazilian-Portuguese version of the Quality of Life in Children with Keratoconjunctivitis proved to be quick, reliable, and reproducible for assessing the quality of life in children with allergic conjunctivitis. However, its ability to detect changes resulting from symptom aggravation or treatment needs to be further evaluated.
Keywords: Conjunctivitis, allergic; Keratoconjunctivitis; Hypersensitivity; Quality of life; Child; Surveys and questionnaires
Abstract
A conjuntivite alérgica (CA) é uma condição frequente, debilitante e responsável por grande impacto econômico, proporcionalmente maior quando acomete crianças. Essas diretrizes foram desenvolvidas com base na literatura científica (PubMed/Medline) e na experiência de um Comitê de Especialistas composto por membros da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. A conjuntivite alérgica é considerada controlada quando os sintomas não são desconfortáveis ou estão presentes por dois dias na semana; o escore visual pela escala analógica é inferior a 5 e o grau de hiperemia conjuntival é de 0-1 pela escala de Efron. A conjuntivite alérgica deve ser classificada em leve, moderada, grave e com risco de perda visual para tratamento e frequência de monitoramento adequados. Esta diretriz orienta o diagnóstico, tratamento e monitoramento da conjuntivite alérgica pediátrica, considerando aspectos clínicos e demográficos das condições alérgicas no Brasil.
Keywords: Conjuntivite alérgica; Rinite alérgica sazonal; Hipersensibilidade; Criança
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