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Abstract
Objetivo: Apresentar os achados ultra-sonográficos em olhos com suspeita clínica de endoftalmite. Métodos: Estudo prospectivo (agosto/97 a abril/99) de olhos com suspeita clínica de endoftalmite infecciosa. Utilizou-se ultra-sonografia ocular (sonda de 10 MHz, modos A e B) com técnica de contato direto (UltraScan®, Alcon). Resultados microbiológicos da punção da câmara anterior e/ou vítreo, quando presentes, foram anexados à ficha ultra-sonográfica, por ocasião do estudo dos casos. Resultados: Foram estudados 25 olhos (pacientes entre 2 e 79 anos). A fonte de infecção foi exógena em 23 e endógena em 2. Das exógenas, 12 pacientes tinham história de cirurgia prévia (7 pós-cirurgia de catarata com implante de LIO, 4 pós-cirurgia de glaucoma, 1 pós-transplante de córnea), 6 referiam história de trauma perfurante, 4 apresentavam úlcera de córnea e 1 fora submetido a sutura de córnea e extração do cristalino após trauma penetrante. Dos casos de etiologia metastática, 1 paciente era diabético e 1 era imunodeprimido. A presença de ecos membranáceos e/ou puntiformes foi a alteração ultra-sonográfica comum a todos os pacientes. Em 2 casos, os ecos tênues e simétricos em relação ao olho normal contralateral possibilitaram afastar a hipótese de comprometimento vítreo. O grau de acometimento do vítreo pareceu ser proporcional à densidade dos ecos membranáceos. A condensação dos ecos, a mobilidade em bloco e a presença de cavitações ou vacúolos denotaram severidade do quadro. Outras alterações ultra-sonográficas comuns foram: espessamento global da coróide (12 casos), descolamento de coróide (8 casos) e retina (5 casos), impregnação da membrana hialóide (4 casos) e comprometimento orbitário (1 caso). Não foi possível correlacionar os achados ultra-sonográficos aos agentes etiológicos. Conclusão: A ultra-sonografia, um método não-invasivo e de fácil acesso, demonstrou ter valor nos casos com suspeita clínica de endoftalmite, principalmente quanto ao grau de comprometimento do segmento posterior.
Keywords: Endoftalmite; Infeções oculares; Ultra-som
Abstract
HISTÓRICO: Apesar dos esforços que vêm sendo realizados mais recentemente, a falta de córneas para transplantes ainda é uma realidade no Brasil, principalmente em algumas regiões. O Banco de Olhos do Hospital São Paulo tem como objetivo garantir a qualidade e conservação dos tecidos oculares humanos para disponibilizá-los para transplantes. A qualidade do tecido encontra-se diretamente ligada a todos os processos realizados pela equipe do banco de olhos, a partir da seleção dos doadores. OBJETIVO: Conhecer o perfil dos doadores de córneas do Banco de Olhos do Hospital São Paulo num período de dez anos. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de fichas de doadores, no período de janeiro de 1996 a dezembro de 2005. RESULTADOS: Chegaram ao Banco de Olhos do Hospital São Paulo 3.624 córneas. A idade média dos doadores foi de 56,8 anos. A faixa etária com maior doação foi de 70-79 anos. A causa mortis mais freqüente foi doença cardiovascular, seguida por neoplasias, doenças respiratórias e trauma. O tempo "enucleação" foi em média de 3,8 horas e o tempo "preservação" foi em média de 3,6 horas. A maioria dos tecidos foi preservada em meios Optisol GS®. Os doadores jovens tiveram maior proporção de córneas consideradas de qualidade "Excelente" ou "Boa". CONCLUSÃO: Ao longo do período estudado de 10 anos, houve tendência de redução no recebimento de tecidos de outros bancos de olhos e progressivo aumento na captação e preservação de tecidos pela equipe do próprio Banco, com redução significativa no tempo de preservação dos tecidos. Os doadores foram, na maioria, do sexo masculino e as doenças cardiovasculares lideraram as causas de óbito. Apesar da maioria das córneas serem provenientes de doadores acima de 60 anos, o maior percentual de aproveitamento de córneas para transplantes ópticos foi de doadores jovens.
Keywords: Bancos de Olhos; Transplante de córnea; Endotélio da córnea; Transplante de tecidos; Doadores de tecidos
Abstract
OBJETIVOS: Analisar fatores relacionados com a qualidade morfológica do tecido corneano no Banco de Olhos do Hospital São Paulo (BOHSP) da UNIFESP. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de dados do Banco de Olhos do Hospital São Paulo no período de 2001 a 2006. Foram coletados dados de idade, sexo, causa do óbito do doador, tempo entre óbito e enucleação do globo ocular (tempo enucleação), tempo entre enucleação e a preservação do tecido corneano (tempo preservação), meio de preservação utilizado e procedência da córnea. Córneas foram examinadas na lâmpada de fenda e classificadas como "Excelente" ou "Boa" (grupo A) ou como "Regular", "Ruim" ou "Inaceitável" (grupo B). Modelos multivariados de regressão logística foram utilizados para detecção de fatores independentes relacionados à qualidade da córnea. RESULTADOS: Dados de 870 doadores foram analisados. Média ± desvio padrão de idade no grupo A foi de 40,7 ± 16,1 e 56,3 ± 17,5 no grupo B (p<0,01). Tempo preservação foi significativamente menor no grupo A (5,2 vs. 6,6 horas, p<0,01). Não houve diferença estatisticamente significativa quanto ao sexo (p=0,82) e tempo enucleação (p=0,17). Uma maior proporção de traumas foi observada no grupo A (p<0,01). O meio Optisol foi o mais utilizado para a preservação da córnea e aproximadamente metade das córneas avaliadas foi captada pelo BOHSP. Fatores que apresentaram associação independente e estatisticamente significativa com a qualidade da córnea foram: idade ("Odds ratio" IC 95%, 1,05 (1,04 - 1,06), para aumento de 1 ano), tempo preservação (1,05 (1,02 - 1,08), para aumento de 1 hora), procedência (1,53 (1,12 - 2,09), para Outros vs. BOHSP) e a causa de óbito (2,06 (1,43 - 2,96), para Doenças crônicas vs. Causas externas). CONCLUSÕES: Este estudo demonstrou a existência de fatores independentemente associados à qualidade das córneas captadas pelo BOHSP como idade, tempo entre a enucleação e a preservação, causa do óbito e procedência da córnea. Estudos semelhantes devem ser realizados por outras instituições para determinar quais os fatores em comum que devem ser levados em conta a fim de melhorar cada vez mais a qualidade do tecido ocular oferecidos aos cirurgiões oftalmológicos.
Keywords: Doenças da córnea; Bancos de olhos; Transplante de córnea; Controle de qualidade; Obtenção de tecidos e órgãos; Preservação de órgãos
Abstract
OBJETIVOS: Investigar descarte de córneas por sorologia positiva de doadores no Banco de Olhos do Hospital São Paulo (BOHSP) durante período de dois anos. MÉTODOS: Revisão retrospectiva de prontuários de doadores de córneas do BOHSP entre janeiro de 2006 a dezembro de 2007. Correlações de dados como sorologias dos doadores (Hepatites B, C e HIV), procedência, sexo e faixa etária dos mesmos foram testados. RESULTADOS: Das 902 córneas processadas no BOHSP, 12,9% (116) apresentaram resultado positivo para hepatite B, hepatite C ou HIV em seus doadores; 20,5% (185) apresentaram testes sorológicos inconclusivos perfazendo uma porcentagem de 33,4% (301) de córneas descartadas no período estudado devido a resultado positivo ou inconclusivo da sorologia dos doadores. CONCLUSÃO: O estudo confirma a validade e a importância da realização de testes sorológicos para prevenção de doenças que poderiam ser transmitidas aos eventuais receptores de córneas. Entretanto, testes mais eficazes são necessários para diminuir o número de casos de sorologias inconclusivas, visando diminuir o descarte de córneas que poderiam ser utilizadas.
Keywords: Banco de olhos; Infecções oculares virais; Córnea; Transplante de córnea; Sorologia; Hepatite C; Doadores de tecidos
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