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Search for: Carlos Ramos de Souza-Dias
Abstract
Introdução: Convergência acomodativa (CA) é a convergência induzida por determinado grau de acomodação (A). Apesar de haver inúmeras técnicas cirúrgicas descritas para correção de esotropias, a presença de grandes incomitâncias longe/perto associadas acrescenta o desafio de se evitar o surgimento de exodesvio para longe, ou esodesvio residual para perto. Objetivo: Comparar as correções cirúrgicas obtidas com o duplo retrocesso dos retos mediais em pacientes esotrópicos quanto aos desvios de longe e de perto, comparando-se baixas e altas hipermetropias. Material: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de 33 pacientes esotrópicos com incomitância longe/perto, operados com duplo retrocesso dos retos mediais na Santa Casa de São Paulo entre 1980 e 1990. Os pacientes foram divididos em 2 grupos: com mais de 3,50 dioptrias esféricas (DE) de hipermetropia e com menos de 3,50 DE. Resultados: A magnitude da correção obtida no grupo I foi de 18,18 dioptrias prismáticas (DP) (72,72% de correção) para longe e 27,64 DP (62,36%) para perto. A correção no grupo II foi de 20,20 DP para longe (87,83%) e 34,60 DP (82,78%) para perto. Conclusão: Não há diferença (estatisticamente significante) na redução da incomitância longe/perto entre os pacientes com hipermetropia até 3,50 DE e pacientes com hipermetropia maior que 3,50 DE. O valor absoluto da redução em dioptrias do desvio para perto foi maior do que o encontrado para longe, no entanto, em porcentagem, a correção do desvio foi semelhante entre as medidas para perto e para longe.
Keywords: Esotropia; Músculos oculomotores
Abstract
OBJETIVO: Não há uniformidade na literatura sobre as anomalias necessárias para caracterizar a seqüência de Möbius. Originalmente, os requisitos mínimos eram a paralisia do VI e do VII nervos cranianos. A paralisia facial bilateral, às vezes assimétrica, é comum a todos os pacientes, mas alguns fatos mostram que a paralisia isolada do VI nervo não é a regra.1) Quando há esotropia na seqüência de Möbius, é muitas vezes muito pequena para ser causada por paralisia bilateral do VI nervo. Há muitos casos que não apresentam esotropia ou mesmo, embora raramente, têm exotropia. 2) Em muitos casos a esotropia pode ser eliminada com apenas o retrocesso dos retos mediais. 3) Em muitos desses pacientes há, além da limitação de abdução, também limitação de adução, o que define a paralisia conjugada dos movimentos horizontais. Os autores apresentam argumentos para mostrar que a paralisia isolada dos retos laterais não pode ser considerada condição sine qua non para o diagnóstico da seqüência de Möbius. MÉTODOS: O alinhamento binocular em posição primária e a incidência de limitação de abdução e adução entre 28 dos casos consecutivos de seqüência de Möbius dos autores e entre os casos de 5 outros autores eleitos aleatoriamente são apresentados para comentários. RESULTADOS: As posições binoculares em posição primária de 135 pacientes desses 6 autores (28 pertencentes aos autores deste trabalho e 107 dos outros 5) foram anotadas; 55 pacientes (40,74%) tinham ortotropia e 9 (6,66%) tinham exotropia. Entre 80 pacientes de 4 autores (22 pertencentes aos autores e 107 dos outros 3), nos quais as versões horizontais foram estudadas, 79 (98,75%) apresentavam limitação de abdução e 53 (66,25%) tinham limitação de adução. COMENTÁRIOS: Os autores enfatizam o fato de que estudos recentes têm demonstrado que no interior do núcleo do VI nervo existem dois tipos de células: as que formam o nervo abducente ipsolateral e as que, cruzando através do fascículo longitudinal medial, atingem o subnúcleo do III nervo contralateral destinado à inervação do reto medial contralateral.
Keywords: Sindrome de Möbius; Paralisia facial; Oftalmopatias
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OBJETIVO: Avaliar a incidência, etiologia e evolução dos estrabismos paralíticos ou paréticos. MÉTODOS: Foram selecionados retrospectivamente 519 prontuários de pacientes com paresia ou paralisia isolada dos músculos inervados pelos III, IV ou VI nervos cranianos, a partir de 11.000 prontuários da Seção de Motilidade Extrínseca Ocular do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo de janeiro de 1980 a outubro de 2004. Foram estudados: o nervo craniano acometido, o olho acometido, o sexo, os fatores etiológicos e a evolução desses pacientes. RESULTADOS: Dos 519 pacientes, 17,1% foram casos congênitos e 82,9% foram adquiridos. O nervo craniano mais afetado foi o VI (49,7%). Os pacientes do sexo masculino foram mais acometidos, com 58,1% dos casos. A etiologia traumática foi a mais freqüente nos casos de paresia ou paralisia de III (43,0%), IV (52,4%) e VI (48,8%) nervos cranianos. Os pacientes evoluíram mais freqüentemente para cirurgia nos três grupos: III nervo (42,9%), IV nervo (73,2%) e VI nervo (43,2%). CONCLUSÃO: O VI nervo craniano foi o mais freqüentemente acometido e o fator etiológico mais importante foi o traumatismo, dados esses que coincidem com os encontrados na literatura.
Keywords: Estrabismo; Estrabismo; Nervos cranianos
Abstract
OBJETIVO: Estudar os resultados da técnica de Carlson-Jampolsky em 31 pacientes com paralisia de VI nervo. MÉTODOS: Foram avaliados 23 casos unilaterais e 8 bilaterais. A média da esotropia pré-operatória em posição primária nos casos unilaterais foi de 56.8 DP ± 24 DP (30 DP a 100 DP), o seguimento dos pacientes após a cirurgia foi de 14 ± 17.9 meses (3 a 72). A média da esotropia pré-operatória em posição primária nos casos bilaterais foi de 74.5 DP ± 20.7 DP (45 DP to 100 DP), o seguimento dos pacientes após a cirurgia foi de 14.7 ± 15.7 meses (4 a 47). RESULTADOS: Entre os pacientes do grupo unilateral, 18 casos tiveram bons resultados, sem necessitar de reoperação. Entre 5 pacientes que foram reoperados (2 subcorreções e 3 supercorreções), 2 tiveram que usar óculos com adição de prismas. Entre os casos bilaterais, 2 casos foram reoperados (1 subcorreção e 1 supercorreção), o paciente que estava subcorrigido manteve após a segunda cirurgia esotropia de 13 DP, e também teve que usar correção óptica com a adição de prisma. CONCLUSÕES: A técnica de Carlson-Jampolsky foi eficaz para tratar pacientes com paralisia de VI nervo. O número de reoperações foi baixo, e entre os reoperados, apenas 3 não apresentaram bons resultados.
Keywords: Oftalmoplegia; Estrabismo; Esotropia; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Nervo abducente; Músculos oculomotores; Complicações pós-operatórias
Abstract
OBJETIVO: Desenvolver um sistema de apoio à pesquisa no campo da informática, baseado na busca automática de informações sobre a porcentagem de pacientes com determinadas características e o cruzamento dessas informações entre si. MÉTODOS: Utilizou-se um computador com processador Pentium III 650 MHz, 128 MB de RAM, placa de vídeo de 32 MB, 20 MB livres em disco rígido e capacitado com Windows 98/2000/XP. O banco de dados utilizado para armazenar as informações é o Interbase versão 6.1 e o programa foi desenvolvido em linguagem Delphi 5.0. Foram cadastradas 304 fichas dos pacientes operados de esotropia no setor de Motilidade Ocular Extrínseca do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no período de 02/07/76 a 09/03/92. Para cadastrar os pacientes no programa, foi elaborado um questionário, com as possíveis variações clínicas relevantes para esse tipo de desvio. Foram apresentados exemplos de totalizações e cruzamentos de informações. RESULTADOS: Esse novo programa poderá contribuir para a pesquisa científica, agilizando o levantamento de dados. Após o cadastro dos pacientes, qualquer tipo de levantamento, seleção de um grupo específico de pacientes ou cruzamento de dados poderá ser obtido em segundos. CONCLUSÃO: Pode ser feito em todas as especialidades oftalmológicas, variando o questionário de acordo com cada especialidade. Assim um relatório atual poderá ser acessado instantaneamente quando se deseja fazer uma pesquisa ou consulta.
Keywords: Projeto de sistemas; Sistemas computadorizados de registros médicos; Sistemas de informação; Transtornos da motilidade ocular; Oftalmologia
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O autor procura demonstrar a razão da perda de elasticidade e do encurtamento do músculo oculomotor que permanece relaxado durante certo tempo (contratura), mediante raciocínio baseado na lei de Hooke e nos trabalhos que demonstram que o músculo oculomotor que permanece frouxo por algum tempo sofre encurtamento devido à perda de sarcômeros no sentido longitudinal e ao aumento da área da secção transversa, devida ao aumento do tecido colágeno do perimísio e do endomísio.
Keywords: Contração muscular; Músculos; Contratura; Processos fisiológicos oculares; Músculos oculomotores; Movimentos oculares; Sarcômeros; Adaptação fisiológica
Abstract
OBJETIVO: Analisar os resultados das reoperações nas esotropias congênita e essencial adquirida não acomodativa. MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente 393 prontuários de pacientes com diagnóstico de esotropia (91 esotropias congênitas e 302 adquiridas) no Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, operados entre os anos de 2000 e 2004. RESULTADOS: No grupo dos portadores de esotropia congênita, 9 pacientes foram reoperados (9,9%). As indicações para a nova intervenção foram: subcorreções (3,3%), supercorreções (2,2%), anisotropia (V) (1,1%), hipotropia (1,1%) e divergências visuais dissociadas (2,2%). No grupo dos portadores de esotropia essencial adquirida não acomodativa 31 pacientes foram reoperados (10,3%). As indicações para a nova intervenção foram: subcorreções (n=6,6%), supercorreções (n=2%) e hipertropias (n=1,7%). CONCLUSÕES: A porcentagem de reoperação nos casos de esotropia congênita e essencial adquirida não acomodativa foram 9,9% e 10,2% respectivamente, com predominância de subcorreções nas indicações para a realização de nova cirurgia. A presença de ambliopia e desvios maiores que 50∆ na esotropia essencial adquirida não acomodativa (EEANA) foram os mais importantes fatores para maus resultados.
Keywords: Esotropia; Esotropia; Músculos oculomotores; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Visão binocular; Reoperação
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Os autores relatam o caso de um menino de 5 anos que, até os 2 anos, possuía olhos normais, quando seu olho direito começou a desviar para cima e lateralmente, até chegar a esconder-se sob a pálpebra superior. À cirurgia, notou-se forte limitação passiva de abaixamento desse olho. Ele já havia sido operado em outra clínica, mas o colega não conseguiu enganchar o reto superior. Numa segunda operação, o único que conseguimos foi uma tenotomia livre do reto superior; como o olho ficou equilibrado em abdução, fizemos um retrocesso de 8 mm do reto lateral. Como restou moderada exotropia e pequena hipertropia, numa terceira operação fizemos uma ressecção de 8 mm do reto medial, um retrocesso com transposição anterior do oblíquo inferior e um avançamento do reto inferior segundo a técnica de Romero-Apis, para evitar transtornos circulatórios ao segmento anterior do olho. Como restou pequena blefaroptose, realizamos, numa quarta operação uma tarsectomia segundo Fasanella-Servat. O paciente terminou com o olho direito bem posicionado, sem limitações aos movimentos horizontais e limitação de -3 dos verticais. A imagem de ressonância magnética demonstrou alterações do reto superior, sugerindo fibrose após miosite.
Keywords: Músculos oculomotores; Estrabismo; Blefaroptose; Fibrose; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Relato de caso; Humanos; Masculino; Criança
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A exotropia permanente (XT) acomete cerca de 1 a 2% da população. Seu tratamento é clínico: antiambliogênico e correção dos erros refrativos, e cirúrgico. O objetivo do tratamento cirúrgico é alinhar os olhos na posição primária do olhar, proporcionando melhor resultado estético. Há muito tempo diversos autores estudam os fatores pré, per e pós-operatórios relacionados ao resultado cirúrgico, uma vez que a taxa de sucesso varia de 60 a 80%. Ainda são poucos os estudos que comparam a presença de ambliopia como fator de influência no resultado final. OBJETIVO: Comparar o resultado cirúrgico dos pacientes amblíopes e não-amblíopes submetidos à cirurgia de correção de XT. MÉTODOS: Análise retrospectiva de 37 prontuários de pacientes amblíopes (Grupo A) e não-amblíopes (Grupo B) submetidos à correção cirúrgica de XT por retrocessoressecção monocular, sendo avaliados os registros pós-operatórios imediatos e tardios. Idade: grupo A 24,7 ± 14,2 anos, grupo B 22,6 ±18,6 anos; Desvio pré-operatório: grupo A 29,1± 7,2Δ, grupo B 28,4 ± 6,8Δ. RESULTADOS: A taxa de sucesso foi de 60% e 100% (p<0,05), no pós-operatório imediato e 50% e 82,3% (p=0,082), no pós-operatório final, nos grupos A e B, respectivamente. Não houve diferença significante quanto aos desvios pós-operatórios imediatos, tardios e variação do desvio. CONCLUSÃO: Pode-se concluir que o grupo B mostrou melhor resultado no pós-operatório imediato; porém não houve diferença no resultado cirúrgico de correção de exotropia permanente entre pacientes amblíopes e não-amblíopes no período pós-operatório de seis meses.
Keywords: Exotropia; Ambliopia
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Objetivo: Avaliar, de forma objetiva, a torção ocular após a tenectomia do oblíquo superior, proposta por Souza-Dias. Métodos: Estudo prospectivo de dez pacientes (20 olhos) com estrabismo horizontal, hiperfunção bilateral dos oblíquos anisotropia em A de 15 a 30 dioptrias prismáticas, submetidos à tenectomia bilateral dos oblíquos superiores. A avaliação objetiva da torção foi realizada com a retinografia antes e após a cirurgia, determinando-se o ângulo de torção formado entre a linha horizontal que passa pelo centro do disco óptico e a linha que passa pelo centro da fóvea. Resultados: A mediana dos ângulos de torção pré-operatória foi de 5,56° nos olhos direitos e de 3,43° nos esquerdos. Após a cirurgia, o ângulo mediano foi de 1,84° nos olhos direitos e de -3,12° nos esquerdos. Em ambos os olhos, a variação absoluta foi estatisticamente significativa (p=0,012/p=0,01). Conclusões: O presente estudo demonstrou que a tenectomia do oblíquo superior tem ação extorsora, reduzindo de forma significante a intorção encontrada nos casos de hiperfunção deste músculo.
Keywords: Estrabismo/cirurgia; Músculos oculomotores; Anormalidade torcional; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos/métodos
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