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Abstract
OBJETIVO: Descrever as alterações observadas na camada de fibras nervosas da retina de olhos portadores de neurorretinite subaguda unilateral difusa (DUSN) em fase crônica e compará-las aos valores obtidos em olhos normais pelo analisador de fibras nervosas da retina (GDx®). MÉTODOS: Trata-se de estudo retrospectivo caso-controle, no qual foram avaliadas a camada de fibras nervosas retiniana (CFNR) de 49 olhos portadores da doença em fase crônica examinados entre maio/97 e dezembro/01. Os olhos com neurorretinite subaguda unilateral difusa foram comparados estatisticamente com olhos normais contralaterais (Grupo Controle I) e com olhos de pacientes sem doença ocular (Grupo Controle II). RESULTADOS: Os olhos dos grupos Controle I e II tiveram maior freqüência do status "within normal limits". Os olhos com neurorretinite subaguda unilateral difusa tiveram maior freqüência relativa dos status "outside normal limits" e "borderline". Os grupos Controle I e II apresentaram valores absolutos diferentes do Grupo Doente em praticamente todos os parâmetros testados (p<0,05), as exceções foram o parâmetro "Symetry" em relação aos 2 grupos controles, e dos parâmetros "Average thickness" e "Superior integral" com relação ao Grupo Controle II. CONCLUSÃO: Os pacientes acometidos por neurorretinite subaguda unilateral difusa em fase crônica apresentaram diminuição da espessura da neurorretinite subaguda unilateral difusa demonstrada ao GDx®. As áreas da retina que contam com maior suporte vascular e maior quantidade de fibras nervosas apresentaram maior diminuição no retardo da luz medido pelo analisador de fibras nervosas.
Keywords: Eletrorretinografia; Potenciais evocados visuais; Neurite óptica; Retinite; Doenças do nervo óptico; Fibras nervosas; Lasers; Perimetria; Uveíte posterior
Abstract
Neovascularização de coróide é uma complicação muito rara na uveíte intermediária(1). Paciente feminino, 27 anos, com diagnóstico de uveíte intermediária dois anos atrás. Apresentava acuidade visual de 20/200, "snowballs", "snowbanks" e edema macular cistóide no olho direito observado na angiofluoresceinografia (AGF) e tomografia de coerência óptica (OCT). Fotocoagulação foi realizada na retina periférica inferior em ambos os olhos. A paciente recusou a submeter-se ao tratamento clínico prescrito. Ela retornou doze meses mais tarde apresentando acuidade visual de conta dedos, retina sem edema e granuloma sub-retiniano macular observado no OCT(2). Paciente feminino, 15 anos, com diminuição da acuidade visual no olho direito (20/400) há oito dias. Apresentava vasculite e papilite em ambos os olhos, no olho direito, hemorragia e membrana neovascular sub-retiniana observada na AGF e OCT. Foi tratada com 40 mg de prednisona e injeção intra-vítreo de bevacizumab (1,25 mg). Cinco meses depois, apresentou acuidade visual de 20/50 e granuloma extramacular observada no OCT. A formação de granuloma sub-retiniano na uveíte intermediária é uma possibilidade quando complicada por membrana neovascular sub-retiniana.
Keywords: Neovascularização coroidal; Uveíte intermediária; Acuidade visual; Inibidores de angiogênese; Granuloma; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o uso do OCT3 (Carl-Zeiss) para medir a espessura da camada de fibras nervosas em pacientes com neuroretinite unilateral subaguda difusa (DUSN) e correlacionar com a acuidade visual. MÉTODOS: Foi medido a espessura da camada de fibras nervosas, utilizando programa "RNFL thickness 3.4" e a melhor acuidade visual de pacientes com DUSN entre janeiro de 2005 e dezembro 2006. RESULTADOS: Trinta e oito pacientes, com idade entre 9-42 anos foram selecionados para este estudo, sendo que 20 casos apresentavam larva viva localizada. A média da RNFL foi 71,55 ± 27,26 nos olhos com DUSN e 103,07 ± 20,66 nos olhos contralaterais (p<0,001). Correlação de Pearson entre a acuidade visual e a espessura da camada de fibras nervosas foi r= -0,522 (p<0,001) nos olhos com DUSN e r= -0,097 (p=0,509) nos olhos contralaterais. CONCLUSÃO: A espessura da camada de fibras nervosas de pacientes com DUSN apresenta uma correlação diretamente proporcional com a acuidade visual. Novos estudos são necessários para reforçar a correlação entre a acuidade visual e a espessura da camada de fibras nervosas nos pacientes com DUSN com a finalidade de acompanhar os pacientes após o tratamento.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Doenças do nervo óptico; Fibras nervosas; Neurite óptica; Retinite; Infecções oculares parasitárias; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
OBJETIVOS: Pressão intraocular (PIO) baixa medida por meio da tonometria de aplanação de Goldmann (TAG) é uma das manifestações oculares da distrofia miotônica de Steinert. O objetivo deste estudo foi avaliar a pressão intraocular compensada para as propriedades corneais (espessura corneal central e histerese corneal) em pacientes com distrofia miotônica. MÉTODOS: Um total de 12 olhos de 6 pacientes com distrofia miotônica de Steinert (grupo distrofia) e 12 olhos de 6 voluntários sadios (grupo controle) pareados para idade, raça e sexo foram incluídos no estudo. Tonometria de aplanação de Goldmann, tonometria de contorno dinâmico (TCD-Pascal) e analisador de resposta ocular (ORA) foram usados para medir a pressão intraocular. A espessura corneal central foi obtida por meio da paquimetria ultrassônica e a histerese corneal foi analizada usando o aparelho ORA. RESULTADOS: A pressão intraocular média (desvio-padrão) da TAG, TCD e compensada para a córnea do ORA no grupo distrofia foram 5,4 (1,4) mmHg, 9,7 (1,5) mmHg e 10,1 (2,6) mmHg, respectivamente. A pressão intraocular média (desvio-padrão) da TAG, TCD e compensada para a córnea do ORA no grupo controle foram 12,6 (2,9) mmHg, 15,5 (2,7) mmHg e 15,8 (3,4) mmHg, respectivamente. Houve diferença significativa nos valores da pressão intraocular entre os grupos distrofia e controle obtidas pela TAG (média, -7,2 mmHg; intervalo de confiança (IC) de 99%, -10,5 a -3,9 mmHg; P<0,001), TCD (média, -5,9 mmHg; IC de 99%, -8,9 a -2,8 mmHg; P<0,001) e ORA compensada para córnea (média, -5,7 mmHg; IC de 99%, -10,4 a -1,0 mmHg; P=0,003). A espessura corneal média (desvio-padrão) foi similar nos grupos distrofia (542 [31] µm) e controle (537 [11] µm) (P=0,65). A histerese corneal média (desvio-padrão) nos grupos distrofia e controle foram de 11,2 (1,5) mmHg e 9,7 (1,2) mmHg, respectivamente (P=0,04). CONCLUSÃO: Os pacientes com distrofia miotônica de Steinert apresentaram valores menores de pressão intraocular medidas tanto com Goldmann quanto compensadas para a córnea em comparação com indivíduos sadios. Uma vez que os valores da espessura corneal central e histerese corneal não diferiram significantemente entre os grupos, os valores baixos da pressão intraocular encontrados nos pacientes com distrofia miotônica não parecem estar relacionados com as propriedades corneais.
Keywords: Pressão intraocular; Tonometria ocular; Distrofia miotônica; Hipotensão ocular; Córnea; Topografia da córnea
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