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Abstract
Objetivo: Determinar a incidência de emergências oculares em um centro oftalmológico de referência no Brasil.
Métodos: O banco de dados de prontuários da Fundação Altino Ventura, Recife, Brasil, foi analisado retrospectivamente e incluiu pacientes atendidos, entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018, na sala de emergência oftalmológica. Foram excluídos os prontuários com dados incompletos e com quadros ambulatoriais. Apenas o primeiro atendimento na emergência foi considerado para análise.
Resultados: Em um ano, 134.788 pacientes (idade média de 38,7 ± 22 anos [0-99 anos]) foram admitidos na emergência da Fundação Altino Ventura. Os diagnósticos mais frequentes foram conjuntivite (52.732 casos [37,3%]), blefarite (7.213 casos [5,1%]) e corpo estranho na córnea/conjuntiva (6.925 casos [4,9%]). Corpo estranho na córnea/conjuntiva e trauma ocular foram cerca de 8 vezes e 2 vezes mais incidente em indivíduos do sexo masculino, respectivamente (p<0,001 em ambos). Triquíase e blefarite afetaram ~2 vezes mais pacientes do sexo feminino, respectivamente (p<0,001 em ambos). Corpo estranho na córnea/conjuntiva e trauma ocular afetaram mais pacientes em idade produtiva (>15 anos), enquanto úlcera, blefarite e triquíase da córnea afetaram mais pacientes idosos. Todos os grupamentos de diagnóstico (doenças infecciosas, trauma ocular, corpos estranhos, retinopatias, doenças das pálpebras, doenças da córnea, crise glaucomatosa e doenças neurooftalmológicas) foram mais incidentes na primavera (valor de p<0,001).
Conclusão: As emergências oftalmológicas mais comuns no presente estudo foram as doenças infecciosas e o corpo estranho. Porém, a incidência das emergências oculares são fluências pela faixa etária e gênero do paciente, além da época do ano.
Keywords: Emergência; Oftalmopatia; Transtorno da visão; Conjuntivite; Corpo estranho; Traumatismo oculare; Estações do ano; Brasil
Abstract
Objetivos: Descrever as características demográficas e clínicas das vítimas de trauma ocular por fogos de artifício atendidas nas emergências oftalmológicas de dois centros de referência em Pernambuco e identificar fatores relacionados a mau prognóstico visual.
Métodos: Avaliação retrospectiva dos prontuários de pacientes admitidos na emergência oftalmológica com história de trauma por fogos de artifício entre janeiro de 2012 e dezembro de 2018. A coleta de dados incluiu idade, gênero, procedência, mês e ano do acidente, estruturas oculares acometidas e características das lesões, além do tipo de tratamento a que os pacientes foram submetidos. Naqueles pacientes acompanhados por mais de 30 dias, analisou-se a acuidade visual final e a associação com sua procedência.
Resultados: Foram incluídos 370 olhos de 314 pacientes. Destes, 248 (79,0%) vítimas eram do sexo masculino e 160 (51,0%) da região metropolitana do Recife, com uma média de idade de 25.6 ± 18.8 anos. Em 56 (17,8%) dos casos o trauma foi bilateral. No mês de junho ocorreu um total de 152 (48,4%) casos. Os sítios mais acometidos foram pálpebras em 91 (24,6%) olhos e superfície ocular em 252 (68,1%). O tratamento cirúrgico foi necessário em 87 (23,5%) olhos. Após manejo clínico-cirúrgico, 37 (10.0%) olhos desenvolveram visão pior do que 20/400. Destes, 34 (91,9%) olhos eram de pacientes do interior do estado de Pernambuco ou de outro estado. Os pacientes provenientes do interior do estado apresentaram maior chance de desenvolver cegueira quando comparados aos que eram provenientes da região metropolitana (Odds Ratio de 5,46).
Conclusões: As vítimas de trauma ocular por fogos de artificio foram em sua maioria do sexo masculino, procedentes da região metropolitana do estado e das faixas etárias pediátrica e economicamente ativa. Aqueles provenientes do interior ou de outros estados apresentaram maior chance de desenvolver cegueira.
Keywords: Emergências; Queimaduras oculares/epidemiologia; Incêndios;Traumatismos por explosões; Substâncias explosivas
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