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Abstract
A retinopatia da prematuridade é uma das principais causas de cegueira na infância, havendo cerca de 50.000 crianças cegas pela doença em todo o mundo. A deficiência visual causada pela retinopatia dá-se em função de descolamento de retina tracional. O exame de rotina de prematuros possibilita a identificação de formas graves da doença, cujo tratamento por fotocoagulação ou crioterapia pode reduzir significativamente a cegueira por retinopatia da prematuridade (ROP). A seguir serão apresentadas as diretrizes brasileiras para exame de prematuros e tratamento daqueles com a forma grave da retinopatia da prematuridade (ROP), recomendadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria, Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica. Essas diretrizes foram baseadas nos resultados do I Workshop de Retinopatia da Prematuridade e apresentam os atributos para a implementação de um programa eficiente de diagnóstico e tratamento.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Retinopatia da prematuridade; Prematuro; Diretrizes para a prática clínica
Abstract
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Abstract
OBJETIVO: Determinar o padrão da procura dos serviços de saúde pelas famílias de crianças com catarata congênita e de desenvolvimento, assistidas no Instituto Brasileiro de Oftalmologia (IBOL), Rio de Janeiro, Brasil. MÉTODOS: Os responsáveis das crianças foram entrevistados utilizando um questionário pré-testado e seus prontuários foram revisados para obter informações sobre a procura dos serviços de saúde pelas famílias, assim como suas condições socioeconômicas, nos meses de junho e julho de 2008. RESULTADOS: Dados de 70 crianças foram obtidos, das quais 42 (60%) tinham doença bilateral. Cinquenta e oito (82,9%) casos foram considerados congênitos e 12 (17,1%) de desenvolvimento. Atraso na apresentação foi observado em 33 (47,1%) crianças. O fato de a criança possuir seguro-saúde (OR ajustado 0,17; 95% IC 0,04 - 0,82) e ser filho único ( OR ajustado 0,16; 95% IC 0,04 - 0,69) reduziu a probabilidade de apresentação tardia. CONCLUSÕES: A detecção e apresentação tardia para tratamento da catarata pediátrica não-traumática são problemas ainda significantes no estado do Rio de Janeiro. O reconhecimento precoce assim como o encaminhamento imediato e tratamento apropriado tem que ser melhorados, principalmente no serviço público de saúde.
Keywords: Catarata; Catarata; Criança; Serviços de saúde
Abstract
Objetivo: Fornecer orientações sobre a frequência e os componentes dos exames oftalmológicos para crianças saudáveis de 0 a 5 anos.
Métodos: Essas diretrizes foram desenvolvidas com base em revisão bibliográfica e experiência clínica de um comitê de especialistas. Foram realizadas buscas PubMed/Medline; documentos selecionados não se restringiram a revisões sistemáticas, ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais. Quando adequado, o perfil GRADE foi aplicado para graduá-los e o consenso de especialistas foi usado nos tópicos sem evidência científica. Também foram revisadas as recomendações pela Academia Americana de Pediatria, Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, Academia Americana de Oftalmologia, Royal College of Ophthalmologist e Sociedade Canadense de Oftalmologia. O documento final foi aprovado pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e Sociedade Brasileira de Pediatria.
Resultados: Os recém-nascidos devem ser submetidos ao teste do reflexo vermelho e inspeção dos olhos e anexos pelo pediatra dentro de 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. O teste do reflexo vermelho deve ser repetido pelo pediatra durante as consultas de puericultura pelo menos três vezes ao ano durante os primeiros 3 anos de vida. Se factível, um exame oftalmológico completo pode ser feito entre 6 a 12 meses de vida. Até os 36 meses de idade, os marcos visuais, função visual apropriada para a idade, fixação e alinhamento ocular também devem ser avaliados pelo pediatra ou médico da família. Pelo menos um exame oftalmológico completo deve ser realizados entre 3 e 5 anos de idade. O exame deve conter pelo menos inspeção dos olhos e anexos, avaliação da função visual apropriada para a idade, avaliação da motilidade e alinhamento ocular (testes de cobertura), refração sob cicloplegia e avaliação do fundo de olho dilatado.
Conclusões: As diretrizes sobre a frequência da avaliação oftalmológica são ferramentas importantes para orientar os médicos sobre a melhor prática a fim de evitar problemas visuais tratáveis na infância, que poderiam comprometer seu desenvolvimento social, escolar e global, além de causar perda permanente da visão.
Keywords: Técnicas de diagnóstico oftalmológico, Triagem visual; Testes visuais; Criança, Lactente
Abstract
Objetivos: Rever características epidemiológicas de crianças submetidas a cirurgia de catarata, em centro de referência no estado de São Paulo, Brasil, e fatos associados a atrasos no tratamento.
Métodos: Um total de 240 olhos submetidos a cirurgia de catarata, em 178 crianças, foram revisados neste estudo transversal observacional. Os seguintes aspectos foram analisados: características clínicas e epidemiológicas, sinais apontados pelos pais, teste do reflexo vermelho, olho operado e idade no diagnóstico e na cirurgia.
Resultados: A média de idades na primeira visita e cirurgia de catarata foi de 48.9 meses (DP=50,0 meses) e 64.5 meses (DP=55.4 meses), respectivamente. O sinal mais importante apontado pelos pais foi a leucocoria. O teste do reflexo vermelho foi realizado em dois terços das crianças com resultados anormais em 28%. Histórico familiar de catarata foi evidente em 30 (20,9%) crianças (n=144). Os achados mais prevalentes em termos de histórico de problemas oculares foram: cirurgias oculares prévias em 37 (16,6%) olhos (n= 223), alterações do segmento anterior em 20 (9,0%) olhos (n=221), estrabismo em 21 (9,5%) olhos (n=220) e nistagmo em 38 (24,4%) crianças (n=156).
Conclusões: Uma das causas para o atraso na admissão pode ter sido a falha em realizar o teste do reflexo vermelho, apesar de não ter sido possível verificar se todas as crianças foram submetidas ao exame. A hereditariedade foi o fator mais importante quanto à causa da catarata nessas crianças. A presença de estrabismo e nistagmo mais uma vez aponta para o diagnóstico tardio. Ausência de programas de referência e centros oftalmológicos especializados em crianças, além do número restrito de profissionais de apoio treinados na área e especialistas em oftalmologia pediátrica, foram as barreiras mais importantes para o tratamento adequado da catarata em crianças.
Keywords: Catarata/ congênito; Extração de catarata; Técnicas de diagnóstico oftalmológico ; Baixa visão; Atenção terciária à saúde; Criança
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