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Abstract
OBJETIVO: Avaliar o resultado da correção cirúrgica da esotropia em pacientes com fixação excêntrica e compará-lo com o de pacientes esotrópicos operados que não possuíam essa alteração sensorial. MÉTODOS: Estudo retrospectivo do resultado da correção cirúrgica da esotropia essencial de 19 pacientes com fixação excêntrica do Serviço de Motilidade Ocular Extrínsica da Santa Casa de São Paulo. Como grupo-controle, foram estudados 17 pacientes esotrópicos com ambliopia estrábica e fixação central e 16 pacientes esotrópicos sem ambliopia. O teste estatístico utilizado foi aplicação de variância para proporções (ANOVA). RESULTADOS: Nos 3 grupos estudados prevaleceu a subcorreção, 12 (63,2%) casos no grupo I, 13 (76,5%) casos no grupo II e 13 (81,3%) pacientes no grupo III. O sucesso cirúrgico (desvios <10delta) ocorreu em 7 (36,8%) pacientes do grupo com fixação excêntrica, dos quais 4 casos eram de supercorreção e 3 de ortotropia. No grupo II, dos 7 casos de sucesso cirúrgico, 3 (17,6%) estavam com ortotropia e 1 (5,9%) caso estava supercorrigido. No grupo III, tivemos 5 (31,3%) casos de sucesso cirúrgico, sendo 1 (6,3%) de ortotropia. Entre os 36 pacientes amblíopes, 5 (13,9%) apresentaram supercorreção. O erro padrão da média da correção cirúrgica foi de 4,6 no grupo de pacientes com fixação excêntrica. O teste ANOVA para a média da correção cirúrgica foi de p=0,349. Considerando o bom resultado (desvio de até 10delta a partir da posição primária do olhar), obtivemos um p=0,847. CONCLUSÃO: A fixação excêntrica não representou fator determinante no resultado cirúrgico (bom vs mau) do desvio horizontal dos pacientes com esotropia entre 20delta e 50delta.
Keywords: Esotropia; Fixação ocular; Ambliopia; Estrabismo; Adaptação ocular; Análise de variância
Abstract
OBJETIVO: A tomografia de coerência óptica (OCT) é um método diagnóstico valioso para estudo da mácula. Entretanto, por se basear na energia luminosa, não pode ser realizada quando existe opacidade de meios. Nesses casos, o ultrassom (US) pode predizer algumas características maculares. Este estudo teve como objetivos caracterizar imagens obtidas por US com transdutores de 10 e 20-MHz comparadas ao OCT, assim como analisar a relação vitreorretiniana em olhos com buraco macular (BM). MÉTODOS: Vinte e nove olhos de 22 pacientes com evidência biomicroscópica de BM em diferentes estágios foram incluídos. Todos os pacientes foram avaliados com ultrassonografia utilizando transdutores de 10 e 20-MHz e OCT de domínio espectral. RESULTADOS: OCT diagnosticou BM em 25 dentre 29 olhos estudados. Os 4 casos não identificados por US eram pseudoburacos decorrentes de membrana epirretiniana. Nos BM estágios I (2 olhos) e II (1 olho), ambos transdutores não foram úteis para analisar o espessamento macular, mas foram identificados sinais sugestivos como irregularidade macular, opérculo ou descolamento parcial do vítreo posterior (DVP). Nos estágios III (14 olhos) e IV (5 olhos), ambos transdutores identificaram irregularidade, dupla corcova e espessamento macular. O US foi capaz de medir a espessura macular e identificar outros indícios de BM, como opérculo, tração vitreorretiniana e DVP. Em pseudoburacos, o US identificou irregularidades no contorno macular e discreta depressão. CONCLUSÃO: US de 10-MHz foi útil para uma avaliação global do corpo vítreo e sua relação à retina. O US de 20-MHz forneceu informações importantes sobre a junção vitreorretiniana e contorno macular. OCT fornece qualidade superior para estudo morfológico da região macular, exceto em casos de opacidade de meios. Nesses casos, ou quando o exame tomográfico não for disponível, o estudo ultrassonográfico de 10 e 20-MHz é capaz de proporcionar análise válida da região macular e auxiliar na abordagem terapêutica.
Keywords: Perfurações retinianas; Tomografia de coerência óptica; Transdutores; Descolamento do vítreo
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a posição das alças das lentes intraoculares implantadas intencionalmente no sulco ciliar, em olhos submetidos à cirurgia de catarata com complicação de ruptura de cápsula posterior, e correlacionar os achados com alterações clínicas observadas no exame oftalmológico, utilizando a biomicroscopia ultrassônica. MÉTODOS: Onze olhos (11 pacientes) que apresentaram ruptura de cápsula posterior durante a cirurgia de catarata com implantação intencional das alças no sulco ciliar foram submetidos ao exame oftalmológico e biomicroscopia ultrassônica. Biomicroscopia ultrassônica avaliou os seguintes parâmetros: posicionamento da porção distal das alças, inclinação e descentração da lente intraocular. O exame oftalmológico foi focalizado para avaliar a presença de "flare" e células na câmara anterior, depósitos na lente e defeitos de transiluminação de íris. A pressão intraocular foi medida, a pigmentação do trabeculado foi determinada, e a avaliação fundoscópica foi necessária para afastar a presença de ruptura retiniana periférica e edema de mácula. RESULTADOS: Tempo pós-operatório médio para os exames: 103,09 ± 32,93 dias. Assimetria da posição foi observada em 3 olhos (27,2%), que tinham alça no sulco ciliar e a segunda alça localizada na pars plana em 2 olhos, associada à inclinação e descentração da lente intraocular; ou no corpo ciliar (1 olho). O exame oftalmológico observou: 5 (45,5%) olhos com defeitos de transiluminação de íris, 2 (18,1%) olhos com descentração da lente intraocular; 1 olho (9%) apresentou hipertensão intraocular. Em todos os casos observou-se hiperpigmentação do trabeculado à gonioscopia. Nenhum caso de rotura periférica de retina e/ou edema de mácula foi relatado. CONCLUSÕES: A biomicroscopia ultrassônica foi capaz de localizar as alças das lentes intraoculares implantadas intencionalmente no sulco ciliar durante cirurgia complicada de catarata, e pôde demonstrar a relação da descentração da lente intraocular com a implantação assimétrica das alças.
Keywords: Implante de lente intraocular; Extração de catarata; Catarata; Ultrassonografia
Abstract
Estabelecer padrão evolutivo de um caso de esclerite nodular à ultrassonografia de alta frequência durante o tratamento. Mulher, 27 anos, com manifestação inicial de uveíte intermediária, edema macular bilateral após tratamento clínico com corticosteroide tópico e via oral. Após quatro meses, observou-se a formação de um nódulo escleral no olho direito quando foi submetido à ultrassonografia de alta frequência (Paradigm, transdutor de 50 MHz, técnica de imersão). A lesão do olho direito foi caracterizada à ultrassonografia de alta frequência como uma lesão nodular da parede anterior temporal inferior associada à redução localizada da espessura da escleral. Após a injeção intravítrea de triancinolona para tratamento do edema macular, observou-se a regressão clínica do nódulo escleral no olho direito, mantendo reduzida a espessura escleral. A ultrassonografia de alta frequência auxiliou no diagnóstico da esclerite nodular durante as fases de tratamento e na identificação da sua sequela característica, o afinamento escleral.
Keywords: Esclerite; Esclerite; Ultrassonografia/; Microscopia; Relato de caso
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