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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a concordância entre tomografia de coerência óptica (OCT) e angiofluoresceinografia (AF) no diagnóstico do edema macular cistóide (EMC) secundário a cirurgia de catarata. MÉTODOS: Estudo retrospectivo observacional comparativo de 25 olhos com provável EMC. Pacientes com baixa de acuidade visual e alterações na biomicroscopia de fundo após cirurgia de catarata foram submetidos aos exames de OCT e AF na mesma visita. O diagnóstico do EMC foi realizado considerando a presença de vazamento de fluoresceína na angiografia e o espessamento retiniano e/ou espaços cistóides e/ou líquido subretiniano pela OCT. RESULTADOS: Vinte e cinco olhos de 25 pacientes foram avaliados. Vinte e dois olhos mostraram resultados semelhantes no OCT e AF, sendo que 15 olhos apresentaram EMC e 7 olhos não apresentaram EMC. Dois olhos com EMC foram diagnosticados apenas pela AF e um olho apenas pelo OCT. A concordância entre os exames foi boa (Kappa = 0,7331; p=0,0001) sem tendência para achados positivos ou negativos (p=1,0). CONCLUSÃO: Conforme este estudo preliminar, OCT parece ser tão efetiva quanto a AF na detecção do EMC com boa concordância entre os dois métodos.
Keywords: Edema macular cistóide; Extração de catarata; Angiofluoresceinografia; Tomografia; Estudo comparativo
Abstract
Objetivos: Rever características epidemiológicas de crianças submetidas a cirurgia de catarata, em centro de referência no estado de São Paulo, Brasil, e fatos associados a atrasos no tratamento.
Métodos: Um total de 240 olhos submetidos a cirurgia de catarata, em 178 crianças, foram revisados neste estudo transversal observacional. Os seguintes aspectos foram analisados: características clínicas e epidemiológicas, sinais apontados pelos pais, teste do reflexo vermelho, olho operado e idade no diagnóstico e na cirurgia.
Resultados: A média de idades na primeira visita e cirurgia de catarata foi de 48.9 meses (DP=50,0 meses) e 64.5 meses (DP=55.4 meses), respectivamente. O sinal mais importante apontado pelos pais foi a leucocoria. O teste do reflexo vermelho foi realizado em dois terços das crianças com resultados anormais em 28%. Histórico familiar de catarata foi evidente em 30 (20,9%) crianças (n=144). Os achados mais prevalentes em termos de histórico de problemas oculares foram: cirurgias oculares prévias em 37 (16,6%) olhos (n= 223), alterações do segmento anterior em 20 (9,0%) olhos (n=221), estrabismo em 21 (9,5%) olhos (n=220) e nistagmo em 38 (24,4%) crianças (n=156).
Conclusões: Uma das causas para o atraso na admissão pode ter sido a falha em realizar o teste do reflexo vermelho, apesar de não ter sido possível verificar se todas as crianças foram submetidas ao exame. A hereditariedade foi o fator mais importante quanto à causa da catarata nessas crianças. A presença de estrabismo e nistagmo mais uma vez aponta para o diagnóstico tardio. Ausência de programas de referência e centros oftalmológicos especializados em crianças, além do número restrito de profissionais de apoio treinados na área e especialistas em oftalmologia pediátrica, foram as barreiras mais importantes para o tratamento adequado da catarata em crianças.
Keywords: Catarata/ congênito; Extração de catarata; Técnicas de diagnóstico oftalmológico ; Baixa visão; Atenção terciária à saúde; Criança
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