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Abstract
Objetivo: Avaliar a relação entre o alinhamento postural da cabeça e a possível interferência na visão de crianças. Métodos: Foram avaliadas 11 crianças, entre 2 e 7 anos de idade de ambos os sexos, com o diagnóstico de deficiência visual, que apresentavam nistagmo e posição de bloqueio de cabeça. O teste Lea Grating Acuity Test® foi utilizado para coletar medidas de acuidade visual. Este aplicado em dois momentos: sem e com o alinhamento postural da cabeça. Para confiabilidade do alinhamento postural da cabeça, as inclinações foram medidas pelo software Fisiologic®. Resultados: As crianças apresentaram pior desempenho após o alinhamento postural fisiológico. Este pior desempenho é possível devido à perda da posição de bloqueio do nistagmo para ganho do alinhamento postural, dito como ideal. Foram observadas compensações posturais e maior esforço visual. Conclusão: A busca do alinhamento postural tradicional prejudica a resposta visual de criança com deficiência visual.
Keywords: Postura; Cabeça; Transtornos da motilidade ocular; Nistagmo fisiológico; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: A Escala Bayley de Desenvolvimento Infantil (Bayley-III) é uma ferramenta que avalia o desenvolvimento de crianças nos 3 primeiros anos de vida, incluindo os domínios cognitivo e motor. Este estudo tem como objetivo correlacionar a acuidade visual de grades e a funcionalidade visual em crianças saudáveis usando a Bayley-III.
Métodos: A acuidade visual binocular de grades foi medida usando o teste dos Cartões de Acuidade de Teller seguido pela Bayley-III em crianças saudáveis com idade entre 1-42 meses. Os escores da acuidade visual (logMAR) e da Bayley-III para habilidades cognitivas e motoras (grossa e fina) foram comparados.
Resultados: Um grupo de 40 crianças (20 meninos) com idades entre 1,2-42,1 meses foi testado e a média da acuidade visual foi de 0,39 ± 0,27 logMAR, sendo que todas estavam dentro dos limites normais para a idade. Houve uma forte correlação negativa e significante entre acuidade visual e idade (r=-0,83; p<0,001). A média do escore cognitivo foi de 49,92 ± 18,93 pontos, com forte correlação positiva e significante entre o escore cognitivo e a idade (r=0,81; p<0,001). A média do escore motor grosso foi de 41,72 ± 16,23 pontos, com forte correlação positiva e significante entre o escore motor grosso e a idade (r=0,75; p<0,001). A média do escore motor fino foi de 39,75 ± 14,63 pontos, com uma forte correlação positiva e significante entre o escore motor fino e a idade (r=0,77; p<0,001). A regressão linear múltipla mostrou que maior idade e melhor acuidade visual foram significantemente associadas à escores cognitivo e motor mais altos.
Conclusões: Neste estudo foi encontrada alta correlação entre a acuidade visual de grades medida pelos cartões de acuidade de Teller e os escores cogninitivo e motor medidos pela Bayley-III em crianças saudáveis. A Bayley-III pode ser uma ferramenta útil para avaliar a repercussão da deficiência visual no desenvolvimento cognitivo e motor de crianças.
Keywords: Desenvolvimento infantil; Acuidade visual; Cognição; Destreza motora; Transtornos da visão; Testes neuropsicológicos; Criança
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