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Abstract
Objetivo: Avaliar, pela biomicroscopia ultra-sônica (UBM), a presença ou não de bolhas filtrantes antiglaucomatosas, observando sua cavidade, e suas diferenças no diâmetro, altura e espessura da parede, em olhos submetidos à cirurgia de trabeculectomia, com ou sem o uso de mitomicina C (MMC), e avaliar o efeito destas características sobre a pressão intra-ocular (Po). Métodos: De forma aleatória, em um estudo de coorte com duração de seis meses, foram examinados pela UBM 61 olhos de 44 pacientes portadores de glaucoma, submetidos à cirurgia de trabeculectomia, tendo 38 recebido a mitomicina C (MMC) e 23 não. Todos os olhos foram examinados e avaliados no pós-operatório pelo UBM, com sonda de 50 MHz, utilizando a técnica descrita por Pavlin em 1991 (Pavlin et al., 1991). Resultados: A altura da bolha filtrante foi de 1,80 ± 0,74 mm nos olhos com MMC e de 1,40 ± 0,53 mm naqueles sem MMC. A espessura da parede da bolha foi de 0,91 ± 0,59 mm nos olhos que receberam a MMC e 0,51 ± 0,45 mm naqueles que não receberam. A Po foi de 12,37 ± 5,45 mmHg nos olhos com MMC e de 14,91 ± 5,48 mmHg nos que não receberam. Conclusões: O estudo pelo UBM demonstrou que foi a altura da bolha o elemento que mais influenciou na diminuição da Po. A espessura da parede foi significativamente maior nos olhos com MMC do que nos sem MMC. A diminuição da Po foi maior nos olhos em que foi utilizada a MMC, com uma diferença média de 2,54 mmHg.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma e trabeculectomia; Glaucoma e mitomicina; UBM e glaucoma; Pressão intra-ocular
Abstract
Objetivos: Avaliar a prevalência e a natureza das anomalias intra-oculares detectadas no exame de ultra-som em pacientes com catarata densa (total) e comparar estes achados com aqueles obtidos após cirurgia de catarata. Métodos: Foram revisados 724 ultra-sonografias oculares realizadas entre janeiro de 1999 e julho de 2001. Destas, 289 exames foram solicitadas em casos de catarata densa (total) pela impossibilidade de observar o segmento posterior. Os achados ultra-sonográficos foram documentados por fotografias e revisados para o estudo. Seguimento pós-operatório foi possível em 131 pacientes para avaliar sensibilidade e especificidade do ultra-som como método diagnóstico. A análise estatística foi feita com o teste t de "Student" usando o pacote estatístico SPSS "Statistical Package for the Social Science" 8.0 para Windows. Resultados: Foram estudados 289 pacientes com catarata densa, todos avaliados com ultra-som; 200 destes apresentavam alterações ecográficas em segmento posterior. Nos pacientes sem história de trauma ocular (n=268), 82 olhos (30,6%) apresentaram segmento posterior normal e 26 olhos (9,7%), descolamento de retina. Nos pacientes com história de trauma ocular (n=21) foram encontrados 8 olhos com descolamento de retina (38,1%) e 7 normais (33,3%). A concordância entre os achados ecográficos e pós-operatórios foi de 95,4% nos 131 pacientes com seguimento pós-operatório. O ultra-som apresentou sensibilidade de 91,3% e especificidade de 100%. Conclusão: Neste estudo, a avaliação pré-operatória de cataratas densas com ultra-som se mostrou eficiente em diagnosticar alterações do segmento posterior. A sensibilidade e a especificidade deste exame complementar na amostra estudada confirmam a importância do ultra-som na avaliação pré-operatória de pacientes com cataratas densas.
Keywords: Catarata; Ultra-sonografia; Traumatismos oculares; Cuidados pré-operatórios; Sensibilidade e especificidade; Seguimentos
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar o perfil e as preferências dos cirurgiões de catarata que atuam na região sul do Brasil. MÉTODOS: Um questionário sobre a rotina da cirurgia de catarata foi elaborado pelos autores e enviado a 1.000 oftalmologistas dos três estados que compõem essa região do país (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Ao questionário foi anexada uma carta explicando os propósitos do trabalho, e um envelope pré-selado. A avaliação dos dados colhidos foi realizada por meio do pacote estatístico SPSS 8.0 for Windows®. RESULTADOS: Apenas 210 questionários (21%) foram remetidos pelos entrevistados, devidamente preenchidos. Pela análise dos itens nele contidos, observou-se que fazem parte das preferências desses cirurgiões: o uso da anestesia peribulbar e a extração da catarata pela técnica extracapsular, com implantação de lentes de 5 e 6 milímetros de área óptica e sutura por meio de pontos separados. A facoemulsificação só é usada por 39% desses cirurgiões, em cerca de 60% das suas operações. CONCLUSÃO: Apesar dos constantes avanços tecnológicos observados nessa área da medicina, viu-se que técnicas modernas, como a facoemulsificação, não são ainda utilizadas rotineiramente pelos oftalmologistas da região sul do Brasil que participaram da presente pesquisa.
Keywords: Catarata; Facoemulsificação; Extração de catarata; Área de atuação profissional; Médicos; Conduta na prática dos médicos
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