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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a tomografia de coerência óptica como método objetivo de diagnóstico e de seguimento da coriorretinopatia serosa central. MÉTODOS: Estudo observacional descritivo de 16 (dezesseis) olhos de portadores de coriorretinopatia serosa central unilateral, em fase aguda. Estes pacientes foram submetidos à medida da acuidade visual e a exame oftalmológico completo, incluindo biomicroscopia da mácula, angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica. Nenhum dos pacientes foi submetido a qualquer tipo de tratamento. RESULTADO: Dos 16 casos consecutivos de coriorretinopatia serosa central, 12 pacientes completaram o seguimento até a resolução da doença. A idade variou entre 27 e 50 anos, com média de 38,9 anos. A predominância foi do sexo masculino. Na tomografia de coerência óptica, o descolamento da retina neurossensorial foi observado em todos os casos e 33,3% dos pacientes apresentaram descolamento do epitélio pigmentado da retina. Houve diferença significativa em todas as variáveis estudadas, constatando melhora na acuidade visual, diminuição na espessura e no volume macular na resolução da doença. CONCLUSÃO: Tomografia de coerência óptica mostrou boa eficácia para detectar e quantificar alterações maculares em olhos com coriorretinopatia serosa central, podendo ser útil em avaliações clínicas na fase aguda e na resolução da doença.
Keywords: Máculalútea; Descolamento retiniano; Descolamento retiniano; Processamento de imagem assistida por computador; Angiofluoresceinografia; Tomografia
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a sensibilidade ao contraste na retinopatia diabética (RD) tratada por panfotocoagulação com laser de argônio. MÉTODOS: Estudo prospectivo de portadores de retinopatia diabética e acuidade visual de 20/20, tratados com panfotocoagulação retiniana, conforme critérios do ETDRS. Os pacientes foram submetidos, inicialmente, a exame oftalmológico completo e teste de sensibilidade ao contraste (Vision Contrast Test System). Após 3 meses do tratamento, foram reavaliados por meio da acuidade visual e sensibilidade ao contraste. RESULTADOS: A amostra foi composta por 28 pacientes (28 olhos), todos portadores de diabetes tipo 2. A idade variou entre 45 a 77 anos (média de 57,8 ± 8,0), sendo 19 pacientes (67,9%) do sexo masculino e 9 (32,1%) do feminino. Quanto ao tipo de retinopatia, 18 (64,3%) apresentavam RD proliferativa e 10 (35,7%), RD não proliferativa muito grave. Não foi observada nenhuma alteração na acuidade visual pós-tratamento. Quanto à sensibilidade ao contraste, não houve alteração entre o pré e pós-tratamento em todas freqüências espaciais avaliadas: 1,5 (p=0,191); 3,0 (p=0,850); 6,0 (p=0,374); 12,0 (p=0,674) e 18,0 (p=0,443). CONCLUSÃO: Não foi evidenciada alteração significante na sensibilidade ao contraste de portadores de retinopatia diabética após panfotocoagulação com laser de argônio no período estudado.
Keywords: Retinopatia diabética; Retinopatia diabética; Coagulação por laser; Diabetes mellitus; Acuidade visual
Abstract
A membrana de látex é um material extraído da Hevea brasiliensis, e devido às suas propriedades neoangiogênicas, de adesão celular e formação de matriz extracelular, é utilizada em recobrimentos de úlceras, meringoplastias e outras feridas, com sucesso. Neste caso descrevemos seu uso, inédito, na ferida pós-exenteração orbitária por carcinoma basocelular em paciente do sexo masculino, 72 anos, procedente da Bahia com lesão na pálpebra do olho esquerdo há dois anos com prurido, sangramento, lacrimejamento, e dor. Ao exame oftalmológico do olho esquerdo evidenciou-se lesão ulcerada de pálpebra superior e canto medial, hiperemia conjuntival, afilamento corneano, catarata, perfuração ocular. Sem alterações significativas à direita. A tomografia de órbitas revelou lesão expansiva palpebral com invasão pré-septal, osso frontal e lâmina papirácea à esquerda. Realizada exenteração total com curativo de biomembrana de látex; troca a cada 24 horas nos primeiros sete dias e a cada 48 horas nos outros sete dias. Retirou-se a biomembrana de látex por não ter sido evidenciada granulação, o que só ocorreu após um mês e quinze dias. A exenteração orbitária consiste na retirada de todo o conteúdo da órbita, incluindo olho e partes moles. É considerada total quando as pálpebras são incluídas, e subtotal quando as mesmas são preservadas. Existem várias técnicas de reconstrução da cavidade exenterada: como granulação espontânea, enxerto de pele, retalho frontal, retalho miocutâneo, entre outros. Neste caso utilizamos curativo com biomembrana de látex, material que se mostrou eficaz no recobrimento de outros tecidos cruentos como úlceras, mas sem o mesmo sucesso em nossa experiência. Mais estudos são necessários para que possamos concluir as vantagens e desvantagens do uso da biomembrana de látex na área da oftalmologia.
Keywords: Látex; Exenteração orbitária; Neoplasias palpebrais; Hevea; Relatos de casos
Abstract
A hiperhomocisteinemia é fator de risco para fenômenos trombo-embólicos retinianos associados a quadro de oclusão vascular venosa e arterial. Descrevemos um paciente com obstrução arterial retiniana periférica, sem sinais de vasculite ativa, associada a proliferação de neovasos com tração vítreo-retiniana e hemorragia vítrea recidivante. O alto nível sérico de homocisteína decorrente de deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, sem outras alterações na cascata da coagulação, inclusive com a pesquisa do fator V de Leiden, sugere que a hiper-homocisteinemia esteja diretamente ligada como fator causal deste quadro clínico. Embora apresentasse PPD elevado, o diagnóstico diferencial mais importante de doença de Eales foi menos considerado por ser diagnóstico de exclusão. O controle do quadro clínico foi feito com suplemento de vitaminas (B12 e ácido fólico) e fotocoagulação retiniana periférica. A homocisteína plasmática total deve ser dosada em pacientes com obstrução vascular retiniana, já que a hiper-homocisteinemia é fator de risco modificável e de fácil tratamento por meio de dieta ou suplementação vitamínica.
Keywords: Artéria retiniana; Oclusão da artéria retiniana; Homocisteína; Vasculite retiniana; Vasos retinianos; Relatos de casos
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